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SEMINÁRIOS 2º ANO - ORIENTAÇÕES


1) Os seminários serão conferências de trabalhos escritos. Ambos componentes das duplas fazem apresentação do trabalho e resenha do trabalho.

2) Os trabalhos escritos e resenhas deverão ser autorais dos alunos, o que significa dizer que ele tem de ser escrito com as próprias palavras do(a) aluno(a). Não é relato de pesquisa. E em caso de plágio detectado, caso haja alguma frase retirada por completo da internet, a tolerância será zero e o trabalho desconsiderado. 

Fonte: Arial 12 - justificado - espaçamento de 1,5.

3) O aluno(a) deverá escrever sua própria abordagem sobre o tema ou sua revisão, mesclando conteúdos de literatura, história da arte e filosofia. O aluno poderá ler de sites e do livro didático, mas nunca copiar deles. 

ORIENTAÇÕES PARA OS TRABALHOS ESCRITOS

4) O trabalho escrito deverá ser lido no dia da apresentação e ter, no mínimo, 4 páginas.

5) Exemplo de materiais de pesquisa, além dos livros didáticos (o aluno poderá fazer a pesquisar que achar necessário):

Conservadorismo de Monteiro Lobato e a crítica ao Modernismo de 22:

Dadaísmo e anarquismo:

Liberalismo estético da semana de Arte moderna:

Socialismo e Mário de Andrade: 


6) Todo trabalho começa com uma descrição do assunto abordado como INTRODUÇÃO:
Ex:
"O tema deste trabalho é a concepção política de Rousseau. Ela consiste em..."

7) Dados biográficos são desnecessários caso não tenham ligações com o tema estudado.

8) JUSTIFICATIVA: é uma contextualização das ideias do texto. - Caso haja necessidade de citar algo, como uma frase de um autor ou de uma página do livro didático ou da internet (o que não é cópia/plágio), o aluno deverá proceder da seguinte forma: 

Exemplos:

a) Segundo o Rousseau, "o homem nasce bom, a sociedade o corrompe"...
b) Segundo o livro didático ELEVA, "..." (Colocar página retirada, ex: pg. XX).
c) Segundo o site Brasil Escola, "...". (Colocar link no campo BIBLIOGRAFIA e como NOTA DE RODAPÉ)

9) Para não ser considerado plágio, mesmo havendo citação, o(a) aluno(a) precisa explicar a citação. Uma explicação deve sempre AMPLIAR o que está na citação.

Exemplos de citação contextualizada e justificativa:

a) A frase de Rousseau sobre o bom selvagem faz parte de sua concepção sobre estado de natureza. Para o filósofo, nada na natureza explica o egoísmo, os vícios e as paixões humanas. Ao contrário, é a sociedade, com a instituição da propriedade, que faz o homem pensar em necessidades que não possuía. Portanto, elementos como a desigualdade, o interesse pelo poder e pela glória só podem existir quando homens entram em relações sociais.

10) O aluno deverá colocar no final, com o campo BIBLIOGRAFIA, todos os materiais de pesquisa e sites visitados para a composição do trabalho.

ORIENTAÇÕES PARA AS RESENHAS CRÍTICAS

11) A resenha é uma apresentação crítica do trabalho apresentado pelo(a) colega. Deverá ter, no mínimo, 6 páginas.

12) A resenha tem de funcionar como uma síntese descritiva do que foi escrito. Ela deve expressar as qualidades positivas e negativas do trabalho, ao fim de que isto possibilidade a ampliação do que se entende no conteúdo e na forma de escrita do autor do tema.

13) O(A) resenhista precisa mostra a todos e todas os fatos cruciais na escrita. Não é um "Eu gostei", "Não gostei". Ele(a) deve julgar o que está escrito e como está escrito, se o trabalho de fato apresenta ideias coerentes sobre o assunto, se a forma de escrita é coesa e permite a compreensão total dos aspectos levantados.

14) Como julgador do texto, o resenhista é encarregado de introduzir e apresentar o texto, seu autor. Por exemplo:

"O autor do texto afirma que, segundo Rousseau, o homem é bom e a sociedade o corrompe"...

15) O resenhista pode e deve extrair partes centrais dos textos e citá-los, se desejar. E, da mesma forma que o autor do texto, o resenhista deve explicar a citação AMPLIANDO aquilo que foi retirado.
Por exemplo:

O autor levanta as seguintes ideias para explicar a frase de Rousseau:

"o bom selvagem faz parte de sua concepção sobre estado de natureza. Para o filósofo, nada na natureza explica o egoísmo, os vícios ou as paixões exacerbadas humanas. Ao contrário, é a sociedade, com a instituição da propriedade, que faz o homem pensar em necessidades que não possuía. Portanto, elementos como a desigualdade, o interesse pelo poder e pela glória só podem existir quando homens entram em relações sociais." (pg. 2)

Para o autor, isto explica porque Rousseau critica a sociedade. A sociedade introduz todos os elementos humanos que fazem a vida em sociedade ser ruim. Como Rousseau explica e o autor ressalta, elas não advém do estado de natureza. Antes, são as sociedades que criam elementos de diferenciações entre os homens e a principal delas, a propriedade, é a que continua perpetuando todas as injustiças centrais que não existiria no espaço de plena igualdade original no estado natural. Desta forma, o autor faz justiça à frase de Rousseau sobre a corrupção moral da sociedade.

16) A partir daí o resenhista pode já fazer suas críticas ao texto. As críticas devem levar em conta:

a) Coerência e coesão textual.
b) Deficiências gramaticais.
c) Apresentação insuficiente das ideias.
d) Apontamentos gerais de como o resenhista entende o assunto de forma diferente.

17) A crítica gramatical deverá ser delicada e sutil. Se possível deve constar na parte final da resenha. O(a) resenhista pode dizer: "A resenha sugere que o autor reveja expressões como... A resenha sugere que o autor reveja a coerência na construção da frase X... Há muita expressões do tipo XXX configurando vícios de linguagem", etc.

18) O apontamento do desenvolvimento insuficiente de ideias é importante numa resenha. É onde o autor original pode reconhecer que pode melhorar para além da forma, mas no conteúdo do texto. Cabe ao resenhista a pesquisa e a colocação de como o autor(a) pode melhorar. A resenha pode apontar da seguinte forma:

“Apesar de toda a explicação do autor sobre as diferenças entre o estado natural, o estado civil e os surgimentos dos conflitos neste último em Rousseau, o autor esquece-se que, para Rousseau, não é pensável uma volta ao estado natural. Não é possível pensar uma sociedade que regrida à vida selvagem. Para Rousseau, na verdade, é preciso que agora o estado civil não só garanta a liberdade natural dos homens, mas também o bem-estar na vida social. Para Rousseau isto só é possível quando a sociedade, através de um pacto social, decida pela sobreposição da soberania da sociedade em prol do direito comum. Desta forma, a soberania política decide e legisla através da vontade geral. Este entendimento não é mencionado pelo autor que focou na ideia errada de Rousseau.”

19) Isto significa que o resenhista não estuda só o texto do autor, mas também o tema. E assim ele tenta dizer quais elementos o autor deixou de abordar, como ele pode ampliar tal ideia, ou se, por ventura, ele compreendeu errado um conceito específico, etc.

Exemplo de como apontar necessidade de ampliação: 
"O entendimento sobre o estado natural não está bem detalhado. Tudo nele é bom? Como os homens vivem em natureza? Isolados? É mesmo crível a noção de bom selvagem descrita por Rousseau?"

20) CONCLUSÕES (Trabalhos escritos ou resenhas)

As conclusões devem finalizar o assunto explicando as teses gerais abordadas.

Ex: "Rousseau, como visto, encara as sociedade existentes como falhas, como propícias ao egoísmo e interesses mais vis, ao contrário de vidas naturais centradas em simplicidades. O autor entende que a sociabilidade gera todos os males que se presencia."

"Apesar da boa compreensão do autor sobre o estado natural, no entanto escapa a ele que Rousseau é um teórico político que tenta sobressaltar não a vida natural, mas a sociedade civil política como mecanismo de correção dos males sociais. Rousseau defende a vontade geral comum como mecanismo capaz de restabelecer o que a desigualdade econômica e política destruiu."

Boa conferência à todas e todos.

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